quarta-feira, junho 13, 2012

EU SOU.


 
A vida, em todas as suas atividades, onde quer que se manifeste, representa Deus em Ação. Devido ao desconhecimento de como aplicar o pensamento-sentimento, os humanos interrompem a passagem da Essência de Vida. Se assim não fosse, a vida expressaria sua perfeição, com toda naturalidade, em todos os seus momentos. 

A tendência natural da vida é o convívio com o Amor, a Paz, a Beleza, a Harmonia e a Opulência. É indiferente para a própria vida se vos utilizais ou não destes benefícios. Mas eles continuam surgindo, mais e mais, para manifestar sua perfeição, sempre com o impulso vivificador que lhes é inerente. 

EU SOU é a atividade da vida. É inacreditável como os estudantes mais sinceros nem sempre chegam a captar o verdadeiro significado destas duas palavras!

Quando dizeis EU SOU, sentindo profundamente, contatais a Fonte da Vida Eterna para que ela transcorra, sem obstáculos, ao longo do seu curso. Assim, abris amplamente a porta para seu fluxo natural. 

Quando dizeis Eu não sou, fechais a comporta que gera o fluxo desta Magna Energia. EU SOU é a plena atividade de Deus. Coloquei à vossa frente, infinitas vezes, a verdade de Deus em Ação. Quero que compreendais que a primeira expressão de todo ser individualizado, em qualquer lugar do Universo, seja em pensamento, sentimento ou palavra, é EU SOU, reconhecendo, assim, Sua própria vitoriosa divindade. 

O estudante que busca, ao tentar compreender e aplicar estas poderosas leis, tem que manter estrita vigilância sobre seus pensamentos e atitudes. Porque, quando pensa ou diz "não sou", "não posso", "não tenho", está sufocando a Magna Presença Interna, mesmo que inconscientemente, de forma tangível, como se colocasse as mãos ao redor do pescoço de alguém impedindo sua respiração. A diferença desse gesto, na forma externa, é que podeis, com o pensamento, governar vossas mãos e afrouxá-las a qualquer momento. Quando alguém faz uma declaração de "não ser", "não ter" ou "não poder", coloca em movimento a energia ilimitada, que continua atuando até que seja anulada e transmutada sua ação. Isso mostra o enorme poder que tendes para qualificar, ordenar e determinar a forma em que desejais que atue a Grande Energia de Deus. 

Digo-vos, amado estudante, que dinamite é menos perigosa. Uma carga de dinamite desintegraria vosso corpo, enquanto que pensamentos ignorantes, lançados sem controle, travam a roda da reencarnação indefinidamente.

Enquanto dure um decreto sem ser detido, transmutado e dissolvido, o mesmo continuará imperando per secula seculorum, por disposição do próprio indivíduo!

Vede, então, quão importante é saber o que estais fazendo ao usar atitudes incorretas, mesmo que impensadamente. Estareis empregando o mais potente e Divino Princípio da Atividade no Universo, o Eu Sou.

Compreendei que não se trata de apenas uma atividade, idéia oriental, estrangeira, vã ou leviana, nem de eventual exagero. Trata-se do mais alto Princípio da Vida, usado e expressado através de todas as civilizações que tenham existido. Lembrai-vos primeiro que toda forma de vida consciente de si mesma expressa o EU SOU, que é muito mais do que o simples "eu existo".
Em seu contato com o exterior, com atividade incorretamente qualificada, o estudante pode aceitar coisas inferiores ao Eu Sou. 

Amado discípulo, quando dizeis eu estou enfermo, deliberadamente inverteis a perfeição que contém o processo vital. Estais batizando com algo alheio o que o EU SOU não possui?

Através de muitos séculos de ignorância e incompreensão, a humanidade carregou falsos conceitos que deterioraram até a atmosfera que a rodeia. Devo então repetir que, quando anunciais "estou enfermo", enuncias uma flagrante mentira com relação à Divindade. Ela (o EU SOU) jamais conhecerá a doença. É sempre plena de Saúde e Vida.
Peço-vos, amado estudante, em nome de Deus, que cessai de empregar falsos termos em relação à Divindade, pois é impossível que tenhais liberdade enquanto os continueis usando.
Sempre insistirei para que, verdadeiramente, reconheçais e aceiteis a Magna Presença de Deus EU SOU, pois, assim, não tereis mais condições adversas.
Suplico, em nome de Deus, que cada vez em que vos encontrardes dizendo que estais doente, pobre ou em situações adversas, instantaneamente invertais esta condição fatal, declarando mentalmente, com toda a intensidade do vosso EU SOU, que tens saúde, opulência, felicidade, paz e perfeição. Cessai de dar poderes a condições externas, pessoas, lugares e coisas, pois o EU SOU é o poder de reconhecer a perfeição em cada um e em todas as partes. 

Quando pensais na expressão EU SOU, significa que já sabeis que tendes Deus em Ação atuando em vossas vidas. Não permitais que falsas avaliações, conclusões e palavras continuem governando e limitando-vos. Lembrai constantemente, EU SOU Vida, Opulência e Verdade já manifestadas em Mim. Assim, lembrai-vos desta Presença Invencível mantendo a porta aberta para que Ela (a presença EU SOU) mostre, em vossa manifestação externa, toda a Sua Perfeição. 

Excluí de vossos pensamentos a crença de que, se continuais a usar decretos errados, de alguma maneira vossa vida melhorará ou manifestará coisas boas. É impossível que isso aconteça. Nos pastos, usam-se ferros para marcar as reses. Eu gostaria de poder marcar-vos com outro ferro, o ferro incandescente do amor, que fixasse em vossa consciência o EU SOU e que não pudésseis fugir do uso constante desta Grande e Gloriosa Presença que sois. 

Quando qualquer condição imperfeita aparecer em vossa experiência, declarai veementemente que não é verdade; que aceitais somente a Deus e à Perfeição em vossa vida.
Cada vez que aceitais as falsas aparências, fazeis com que elas se expressem e se manifestem em vossa vida. ISTO É UMA LEI comprovada plenamente. Hoje, a vós a concedo para libertar-vos.
Entre vós há a crença de que é suficiente apenas não acreditar na antiga idéia de bruxaria para estar livre dela. A bruxaria não é senão o incorreto uso dos poderes espirituais. Ela é constituída pela inversão dos poderes usados para o bem. Hoje em dia, bruxarias são empregadas por inúmeros políticos, usando o poder mental qualificado. 

Se essa força, usada em sentido inverso por aqueles que ocupam cargos públicos, fosse empregada desta forma positiva, não somente os libertaria como também preencheria o mundo político de liberdade e justiça. Viveriam os humanos em um mundo natural, onde a Ação de Deus predominaria em todos os momentos. Como foi no Egito antigo, assim é hoje: aqueles que usam mal o poder da mente ausentaram a harmonia de suas vidas, encarnação após encarnação. Exorto a que estabeleças o seguinte propósito: Eu não aceito, nem adoto condições de ambientes alheios nem de coisa que me rodeia não provenientes de Deus, do Bem e do meu Eu Sou. 

Precisais adquirir o hábito de governar vossa energia. Sentai, várias vezes ao dia, e aquietai-vos. Acalmai vosso ser externo. Isso permitirá que vos suprais com a devida energia. Aprendereis a ordená-la e a controlá-la. Para que ela esteja calma, aquietai-vos, enfrentando os pensamentos que surgirem em tua mente, elevando-os à altura do teu Eu Sou. 

O estudante que busca, deve estar alerta para reconhecer seus próprios erros. Não deve esperar que alguém aponte seus defeitos. Mas, se assim acontece, deverá aceitá-lo com humildade. 

Deve examinar-se e eliminar tudo aquilo que não seja perfeito. A forma de conseguir este objetivo é declarando que não se tem hábitos que não estejam em total harmonia com Deus. Logo, sendo Eu criação e Deus, sou seu Filho Perfeito. Isso traz uma libertação impossível de conseguir de qualquer outra forma. Lembrai-vos: ninguém pode fazer nada por vós, deveis fazê-lo por vós mesmos. 

Neste trabalho, neste ensinamento e nesta radiação, todas as coisas velhas do indivíduo saem para serem consumidas. Antes de queixar-vos das coisas que experimentais, em vós e em vosso mundo, lembrai-vos de que elas podem ser transmutadas.
Tende cuidado em não fixar a atenção naquelas coisas das quais quereis livrar-vos. Não deveis lembrar daquilo que não deu certo. Não é maravilhoso que, depois dos séculos em que estivestes construindo limitações, possais, em pouco tempo, extirpá-las, conquistando a liberdade através do vosso próprio esforço?

A forma mais rápida de conseguir essa conquista é empregando o humor. A sensação leve que dá a alegria, permite maravilhosas manifestações. Se vos empenhais em invocar a Lei do Perdão, podeis consumir todas as más criações do passado com a Chama Violeta Transmutadora e sereis livres. 

Deveis ter consciência de que a Chama Violeta é Ativa Presença de Deus agindo. Quando sentis desejo de fazer algo construtivo, esforçai-vos, com toda força interior, para consegui-lo. Mesmo que não presencieis a manifestação imediata, não vos preocupeis, pois os frutos virão inevitavelmente. 

O trabalho de um Mestre é que o discípulo compreenda o que significa aceitar. Aquilo que o indivíduo aceita, estipula as mudanças que ele fará em sua vida. Se ele prende sua atenção em uma coisa, está fazendo ou unificando-se com ela, identificando os erros e substituindo-os pelos elevados conceitos mostrados na Senda da Verdade. Quando a mente aceita  alguma coisa ou condição, está decretando mudanças em seu mundo interior. Por acaso, acreditais que um homem que vê uma perigosa serpente caminha deliberadamente para ela, permitindo o bote? É claro que não! Pois é isto que fazem os discípulos quando permitem que sua atenção retorne aos antigos problemas. 

A atividade interior governa de acordo com o Plano da Perfeição. A atividade exterior, quando a deixamos agir desgovernada, sempre nos conduz ao erro. Quando um quadro construtivo se ilumina em vossa mente, torna-se realidade. E essa realidade surge sempre que mantiverdes esse quadro em vossa lembrança.

Sabei que é possível fazer tão consciente a Presença de Deus que, a qualquer momento, podereis ver e sentir Sua Radiação derramando-se plenamente em vós. Para tudo o que não quer, o estudante demonstra a confiança no mundo exterior. Por isso, para que se concretize o que ele deseja, deve confiar na materialização do que já foi elaborado no plano espiritual. Deve sempre acreditar em si mesmo colocando em prática estes ensinamentos, intensificando esta atividade.

Mestre Ascencionado Saint Germain
O Livro de Ouro de Saint Germain - Guy Ballard
Ponte para a Liberdade

sexta-feira, junho 01, 2012

ILHA DAS FADAS


As Ilhas de Fadas, que existem tanto no nosso mundo, como no Mundo das Fadas, são lugares mitológicos e fontes inesgotáveis de felicidade. Envelhecimento e doenças não existem nesses lugares.



Algumas fadas flutuam nas águas ao redor, outras moram por baixo da Ilha enquanto outras saem para a superfície e podem ser vistas em ocasiões especiais.


Entre as Ilhas de Fadas conhecidas, podemos destacar algumas como as Ilhas dos Blest (Ilhas Afortunadas), Tir Nan Og: (Terra dos jovens), Tirfo Thuinn (a Terra sob as ondas), Tire Nam Beo (Terra dos Viventes), Tirn Aill (Outro Mundo), Mag Mor (Grande Planície), Mag Mell (a planície agradavel), e Tir Tairngire (Planície da Felicidade).

Tir-na-n-Og: Existe uma ilha chamada Tir-na-n-Og, que significa País dos jovens, para a idade e a morte não a encontrar, nem lágrimas, nem gargalhadas passaram perto dela. De acordo com muitas histórias, Tir-na-n-Og: é a morada preferida das fadas. Alguns dizem que é ilha tripla dos vivos, a ilha de vitórias, e uma terra debaixo d'água. O bosque shadiest cobre perpetuamente. Um homem foi lá e voltou, se chamava Oisin, que viu em um cavalo branco, movendo-se na superfície da espuma das águas uma fada chamada Niamh, viveu lá 300 anos, e depois voltou à procura de seus companheiros.


No momento em que seu pé tocou a terra de nosso mundo, os seus 300 anos caíram sobre ele, e ele estava curvado e extremamente velho, sua barba varreu o chão. Ele descreveu sua estada na Terra da Juventude para um historiador antes de morrer.


Ilha das Maçãs: conhecida como Avalon no mito Arturiano. Aqui encontramos o ramo de Prata que permitia uma vida mortal para entrar e retirar-se do Outro Mundo ou Terra dos Deuses. Segundo a lenda, a Rainha das Fadas, por vezes, ofereceu o ramo aos mortais dignos, concedendo-lhes passagem segura e comida durante sua estadia.

HEFESTO

Hefesto era o deus do fogo, dos metais e da metalurgia; patrono dos ferreiros,era representado normalmente como um ferreiro, e seus atributos eram o machado e a tenaz. Suas oficinas eram os vulcões, onde trabalhava auxiliado pelos ciclopes e por criadas de ouro "em tudo semelhantes a moças vivas". Era filho de Zeus e de Hera ou, em algumas versões, só de Hera, ela teria dado a luz a Hefesto através da partenogênese (refere-se ao crescimento e desenvolvimento de um embrião sem fertilização). Ao contrário dos demais deuses, belos e fisicamente perfeitos, era feio e coxo. Existe duas versões para sua deformidade. Em uma delas, tentou defender Hera durante uma das inúmeras discussões com Zeus e o pai dos deuses, encolerizado, agarrou-o pelo pé e atirou-o Olimpo abaixo. Hefesto caiu durante um dia inteiro e, ao se chocar com a ilha de Lemnos, ficou coxo para sempre. Na versão mais popular, sua mãe ficou tão assustada com sua deformidade que o jogou fora do Olimpo logo depois de nascer, para que os outros deuses não o vissem. Ele caiu no mar, mas foi salvo pela oceânide Eurínome e pela nereida Tétis, que mais tarde o criaram. Mais tarde, Hefesto se vingou de Hera enviando-lhe de presente um finíssimo trono de ouro com uma armadilha. Assim que a deusa se sentou, correntes a prenderam habilmente e ninguém conseguia quebrá-las, e somente Hefesto sabia desarmar a armadilha. Os deuses tiveram então que pedir a Dionisio que desse um jeito de trazer Hefesto de volta ao Olimpo. Dionisio não teve grandes dificuldades em embriagá-lo e convencê-lo; na verdade, ele realizou tão bem sua tarefa, que Hefesto teve de entrar na morada dos deuses montado em um burro... Mas soltou a mãe logo depois e assumiu seu lugar no Olimpo.


Foi então que Hera para reparar seus danos lhe deu a mão de Afrodite, Hefesto casou-se com Afrodite, no entanto, apesar da beleza de Afrodite ser muito grande, seu caráter não era. Afrodite sempre manteve um caso com o deus Ares, mas Hefesto tomou conhecimento da traição e preparou uma armadilha para os dois. Hefesto saiu de casa e Afrodite se encontrou com Ares em sua residência e na cama Hefesto tinha colocado uma rede com fios transparentes, foi então que os dois deitaram e ficaram amarrados na frente de todos os deuses passando humilhação. Hefesto foi responsável por fazer boa parte dos magníficos equipamentos dos deuses, e quase todo tipo de trabalho em metal dotado de poderes mágicos que aparece na mitologia grega é tido como tendo sido feito pelo deus; o elmo alado e as sandálias de Hermes, o peito de armas conhecido como égide a célebre cinta de Afrodite o cetro de Agamenon a armadura de Aquiles, os crotala de bronze de Héracles a carruagem de Hélios (bem como a sua própria), o ombro de Pélops , o arco e flecha de Eros.


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Um arco-íris (também chamado arco-celeste, arco-da-aliança, arco-da-chuva, arco-da-velha) é um fenômeno óptico e metereológico que separa a luz do sol em seu espectro (aproximadamente) contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva. Ele é um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta em seu interior; a ordem completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil(ou indigo) e violeta. Seu efeito pode ser observado sempre que existir gotas de água no ar e a luz do sol estiver brilhando acima do observador em uma baixa altitude ou ângulo. O fenômeno fica mais espetacular quando se contrapõe a nuvens escuras de chuva ou é observado próximo a cachoeiras. Existem muitos fatos e lendas que se referem ao arco-íris, cuja maioria pertence ao reino do imaginário, fruto do folclore popular ou da criatividade poética e artística. Antigamente, e até hoje em dia, há quem pense, porém, que este fenômeno ótico é um sinal divino. No Antigo Testamento faziam apologia ao arco-íris, como sendo o símbolo da Aliança. Dizem que Deus, depois do dilúvio, fez a promessa que nunca voltaria a repetir-se essa catástrofe na terra e, para isso, surgiria no céu algo simbolizando a conciliação, o arco-íris.
Os ameríndios acreditam que o arco-íris é constituído pela alma das flores silvestres nascidas nas florestas ou dos lírios do vale. Outra história diz respeito à existência de um pote cheio de moedas de ouro no final do arco-íris, mas isso faz parte do lendário, desafiando aquele que estiver disposto a encontrar esse imaginário tesouro escondido e ficar rico...


Sobre a origem dessa lenda, lembra os tempos remotos quando os ciganos eram perseguidos e massacrados pelo mundo afora. Eles viviam desesperados porque eram pacíficos e não guerreavam nem para se defender, pois no lugar de armas portam seus violinos; no lugar de guerras, cantam suas canções alegres; e no lugar de destruição, a beleza de suas danças substitui a morte. Em seus corações pulsavam somente a alegria de viver e o desejo de liberdade; em lugar da fome surgia a mesa farta distribuída para todos. Por essa razão, os ciganos eram nômades e viviam em fuga, procurando a tão almejada paz sem a necessidade de recorrer à guerra.
Cansados de fugir e chorar as intermináveis perdas de parentes e amigos, uma bela cigana grávida, ao ver o arco-íris, clamou salvação para seu povo com toda a força de sua alma, principalmente porque trazia no ventre um filho preste a nascer, em meio a toda àquela violência e miséria. Prostrada, a mulher chorava copiosamente, esperando receber uma resposta do arco-ires, quando percebeu que as cores do fenômeno começavam a brilhar cada vez mais intensamente, alternando-se com rapidez. Limpando as lágrimas dos seus olhos e imaginando ver fantasias devido ao pranto, reagiu, mas foi vencida pelas cores do arco-íris que se alternavam como se fossem as cordas de um instrumento musical, como pequenos sinos emitindo sons divinos. Acalmou-se dominada por uma imensa paz, segurou com as mãos o ventre que guardava o filho e suplicou pelo fim daquela situação de seu povo. Subitamente, ouviu uma voz emanada das cores do arco-íris pedindo calma e garantindo que a mulher não perderia o filho guardado como um tesouro em seu ventre:
– Ele fará com que minhas cores ganhem vida em suas mãos, suprindo eternamente todas as suas gerações com moedas de ouro, pois a ele será dado o pote encantado que trago em minhas cores, cuja magia passará a fazer parte de suas almas com o verde levará a esperança e a fartura; com o vermelho, a vida, o entusiasmo e o vigor; com o amarelo, a realeza e a riqueza; com o azul terá serenidade e intuição; com o laranja, a energia, a vitalidade e a emotividade; e com o violeta levará a transmutação e a perseverança; com o rosa, o amor, a beleza, a moralidade e a música.
A lenda cigana espalhou-se pelo mundo, levada pelo encanto das roupas coloridas desse povo, pela magia de suas danças, pela sua atração pelo ouro e pela crença que existe no fim do arco-íres um pote de ouro inesgotável para supri-lo.

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Os povos antigos sempre observaram que o fenômeno acontece após uma chuva, quando a luz branca do sol matizada de todas as cores produz o fenômeno ótico. Os Navajos, índios norte-americanos, acreditam que a Deusa da Roda do Arco-Íris, ou o Círculo do Arco-Íris, possui as chuvas amigas que alimentam durante o verão as três irmãs divinas (milho, abóbora e feijão), que, por sua vez, também alimentam esses indígenas peles-vermelhas. Acreditam os Navajos que a deusa da Roda do Arco-Íris chega de todas as quatro direções e gira como uma suástica, de modo a cobrir todos os rumos. Sem as bênçãos da chuva, as três irmãs morreriam e o povo não poderia mas continuar a ser alimentado. A Roda do Arco-Íris representa também a promessa de paz entre todas as nações com o povo Navajo, considerado a Raça do Arco-Íris, vindo a reforçar a igualdade entre as nações e se opondo a idéia de uma raça superior que controlaria ou conquistaria as outras, através da consciência de que todas elas se constituem na verdade uma só. O Arco-Íris encarna a ideia da unidade de todas as cores e a crença de que todos devem trabalhar juntos, visando o bem comum.
Desde os primórdios dos tempos o homem observou o arco-íris como uma ponte que unia o céu a terra, ou seja, que une nosso plano físico ao espiritual. Os gregos observavam o fenômeno como um arco colorido unindo o céu a terra, quebrando a monotonia do horizonte, acreditando estar recebendo um sinal positivo dos deuses. Para eles, esse fenômeno estava diretamente relacionado a deusa Íris, mensageira da deusa Juno, esposa de Zeus, que surgia no céu caminhando por um arco formado por sete cores (violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho) para trazer mensagens divinas aos homens.
A religiosidade predominava na vida havaiana e permeava suas atividades diárias e cada evento significativo, tal como o nascimento, o casamento, a morte, a pesca, a agricultura e a guerra. Os antigos havaianos adoravam grande número de deuses, a maioria deles vinculados a manifestações da natureza, como Ke Anuenue, deusa que personifica o arco-íris e também associada diretamente a chuva, a fertilidade da terra, a agricultura e a prosperidade. O arco-íris, aliás, quase sempre foi símbolo de uma nova esperança, já que ele se projeta no céu, logo após uma tempestade. Ele representa harmonia, sucesso e prosperidade, entretanto, para algumas culturas o arco-íris envolve uma atmosfera de medo. Uma lenda popular na Finlândia, associa-o a foice do Deus do Trovão. Os árabes consideram-no como sendo o arco do demônio. Em outras tradições existe a crença que o ato simples de apontar para um arco-íris pode custar a perda de um dedo ou uma úlcera. Já na Romênia, há uma lenda que todo aquele que passar abaixo dele, obterá uma mudança de sexo. Entre os hebreus e os cristãos, o arco-íris é considerado como o arco da promessa. Na mitologia nórdica, Bifrost, o arco-íris, também associado com a Via Láctea, era a ponte que conectava a Terra, chamada de Midgard, com Asgard, a Casa dos Deuses, pois só essas divindades poderiam cruzá-lo.
Para os achewa, uma tribo africana cuja sobrevivência depende exclusivamente da agricultura, o arco-íris representa os braços de Deus e é um símbolo da providência, que se manifesta através de nuvens carregadas de chuva. Na escassez deste líquido precioso, toda a tribo invoca um ser supremo conhecido pelo nome de Chiuta (Grande Arco), o Senhor do Arco-íris.



fonte: medieval legends.

quarta-feira, maio 30, 2012

O Despertar da Visão Interior


INTRODUÇÃO

Capítulo I

"A candeia do corpo são os olhos; de
sorte que, se os teus olhos forem bons,
todo o teu corpo terá luz."
Matthew 6:22
Este livro descreve um processo sistemático para desenvolver o terceiro olho.
Foi escrito para aqueles que não se satisfazem apenas com um entendimento intelectual de realidades espirituais e que desejam ganhar acesso à experiências diretas.
O desenvolvimento da visão espiritual requer a construção paciente de alguns novos "órgãos" de energia, dentre os quais o terceiro olho é um membro essencial. Estas novas estruturas não são físicas, não obstante elas são muito reais e tangíveis. Uma vez completamente desenvolvidas, as percepções que passam por elas aparecem mais claras, mais afiadas e mais significativas que aquelas vindas das sensações físicas. Várias técnicas serão descritas visando uma cultivação metódica desta nova forma de percepção.
Nossa abordagem sempre enfatiza a superioridade da experiência sobre os conceitos mentais, e dos conhecimentos em primeira-mão sobre crenças. Na realidade, não é o que você presume ou aceita como realidade que provocará uma regeneração espiritual, mas o que você experimenta diretamente. Então, não se pede ao leitor que acredite no que está escrito aqui, mas que pratique os exercícios.
Nenhum conhecimento ou treinamento espiritual anterior é esperado antes de começar as práticas. Eu sugiro que você esqueça temporariamente tudo que sabe, a fim de se engajar nas técnicas com consciência fresca. Tendo compartilhado este conhecimento com centenas de estudantes nos cursos que acontecem na Escola Clairvision em Sydney, eu sei que não é sempre os que meditaram durante anos que entram no campo de percepção facilmente. Para alguns, o prévio conhecimento espiritual dá asas e provê chaves para abrir todas as portas; enquanto para outros mais parece correntes que lhes impedem de absorver qualquer coisa nova. Quanto mais você se torna capaz de deixar de lado idéias pré-concebidas, mais fácil será "enxergar".
Deve ser claramente entendido que nosso objetivo não é desenvolver as distorções atávicas da clarividência psíquica de transe-médio mas de caminhar em direção da Visão do Self. Embora várias percepções extrasensoriais surjam com a pratica das técnicas, o propósito é claramente achar o Self e aprender a ver o mundo a partir dele ao invés de sua consciência mental habitual.
Este livro deve ser tido como uma introdução, um primeiro passo, para um modo completamente diferente de percepção e pensamento. Foi escrito para servir o grande número de seres humanos que estão presentemente prontos a se conectarem com realidades espirituais e adentrar em um novo modelo de consciência. As técnicas propostas são para pessoas que são parte do mundo. Elas não o convidam a se retirar de suas atividades diárias mas sim começar a executá-las com uma consciência diferente e uma nova visão, aplicando a linha de Provérbios (iii:6): "Em todas suas formas, conhecei-O", dito pelo Talmud, contendo toda a essência do Torah.
Depois de ditas estas palavras, é importante declarar que a Escola Clairvision não é uma organização "New Age". Seus métodos e técnicas são normalmente baseados em princípios bem diferentes dos achados no movimento New Age. Em nenhum momento as técnicas da Clairvision usam qualquer tipo de canalização, imaginação criativa ou afirmações positivas. Nenhuma hipnose ou auto-sugestão é usada. As técnicas da Escola Clairvision estão baseadas em um despertar direto do corpo de energia. A filosofia e a base da escola são achados na tradição ocidental do conhecimento esotérico. Se acontecer de você experimentar intensas aberturas e percepções enquanto estiver praticando nossas técnicas, é bem possível que você também tenha uma conexão com esta tradição. Em particular, espera-se que muitos tenham um claro despertar do terceiro olho enquanto estiverem lendo este livro.
Despertando o Terceiro Olho é um dos livros introdutórios ao Corpo Clairvision, o corpo de conhecimento que é a base da Escola Clairvision . O Corpo Clairvision contém conhecimento teórico e experimental no campo da consciência e dos mistérios da natureza humana, com um enfoque especial em transformação e alquimia interna. Alquimia pode ser definida como a arte de elevar o nível vibratório da matéria. Alquimia interna refere-se, então, a uma forma de desenvolvimento espiritual no qual o objetivo final não é abandonar nenhuma conexão com a criação manifesta dissolvendo a si mesmo, mas construir um veículo no qual a abundância do Self pode ser sentida permanentemente, mesmo enquanto morando no mundo físico. Este corpo de imortalidade corresponde ao que a tradição Cristã chamou de corpo glorioso e para o paramam vapuh dos Upanishads é em muitas formas semelhante, senão idêntico, ao lápis philosophorum ou pedra filosofal dos alquimistas; e ao Graal, coração da tradição esotérica ocidental.
Despertando o Terceiro Olho põe as fundações para uma aproximação experimental de um trabalho de alquimia interna . Muitas das técnicas dadas no princípio não são para serem consideradas como "alquímicas" no sentido estrito da palavra, mas como uma preparação necessária sem a qual as fases mais avançadas do trabalho não fariam sentido.
Ao invés de desenvolver primeiro os aspectos teóricos por completo, serão dadas indicações graduais ao longo deste livro, seguidas de forma a clarificar os propósitos e princípios de um trabalho de alquimia interior. A natureza do nosso tópico também proporcionará grandes oportunidades para desenvolver vários aspectos relacionados aos corpos sutis.

Local de rede: http://www.clairvision.org
E-mail: infoportuguese@clairvision.org

O Despertar da Visão Interior

CAPITULO 1

PRINCÍPIOS E MÉTODO DO TRABALHO

Qualquer trabalho espiritual autêntico tem o Self como objetivo principal, e as técnicas da Clairvision não são exceção. O propósito essencial do processo é "ser mais". É comum se ouvir que os seres humanos estão usando apenas uma pequena fração do potencial de que dispõem. Suas vidas são confinadas dentro de um alcance limitado de pensamentos, emoções, sensações e outras modalidades de existência consciente, e na maioria dos casos eles ainda permanecem completamente desavisados destas limitações. O mito da caverna, de Platão, embora formulado 24 séculos atrás, permanece perfeitamente pertinente: se você sempre viveu dentro de um porão escuro, para você este porão não é um porão, é o universo inteiro. Você não consegue nem conceber a maravilha que te espera se você sair e entrar no mundo real. O trabalho sugerido neste livro é sair do porão e começar a contemplar a magnificência do mundo, assim como é visto através do terceiro olho.
Na Índia, o côco é considerado como um profundo significado simbólico, e é usado em rituais de fogo (yajnas) porque tem "três olhos". Dois destes são "cegos" e significam que não podem ser perfurados para alcançar o leite, enquanto o terceiro, no meio, abre para o interior da fruta. De forma semelhante, o terceiro olho é, fundamentalmente, o portal que conduz para os mundos internos. Sendo assim, este olho lhe permite se conhecer com uma profundidade que ultrapassa todos os métodos convencionais de psicoterapia ou qualquer método baseado em análise com a mente discursiva.
Desenvolver o terceiro olho é um modo direto de ampliar seu universo consciente e descobrir seus valores essenciais, de forma que você pode sondar seu próprio mistério. Além disso, é simples . Simples não significa, necessariamente, fácil; mas este trabalho não requer teorias complicadas ou longas discussões. Sua direção é essencialmente experimental, pois o objetivo é, claramente, ser mais. E ser é a coisa mais simples no mundo. A preocupação constante ao escrever este manual foi relacionar teoria com prática e dar técnicas e meios que permitissem o auto-conhecimento .
Os primeiros três capítulos são dedicados à entrada nos principais aspectos da prática. Os capítulos restantes são mais independentes um do outro, de forma que é possível que sejam lidos na ordem que o leitor achar mais conveniente.
 Antes de começar a primeira técnica deixe-me dar uns conselhos básicos relativos aos princípios e métodos do trabalho.

1.1 Não force, não concentre, apenas esteja ciente.

Você não deve se confundir com o fato de que nosso propósito é uma clarividência nova, ou visão do Self. Na verdade, o Self já está lá e espera por você no fundo de si mesmo. Você não irá "construir" o Self e sua visão, mas sim revelá-los ao máximo possível. Desenvolvimento espiritual é certamente uma batalha, e a principal arma nesta luta é deixar acontecer.
Nesta perspectiva de abertura não é apropriado se concentrar, tentar severamente ou forçar qualquer coisa. Se fosse fazer assim, o que aconteceria? Você operaria a partir de sua mente ordinária, o que significa aquela fração sua com a qual você está pensando neste momento (a mente discursiva que fala todo o tempo em sua cabeça). Você foi condicionado desde muito cedo a fazer tudo a partir da mente. Assim sendo, se você tentar forcar a percepção, provavelmente permanecerá preso em sua mente falante - uma camada certamente imprópria para qualquer forma de percepção espiritual.
Pare de fazer. Fique ciente, mantendo seu estado de consciencia espiritual. Permita que o que está escondido nas profundezas venha a tona e seja revelado à sua consciência. Não faça nada, deixe as coisas acontecerem. Flua com o que vem.
No mundo físico, quando quer algo, você tem que se esforçar para almeja-lo. Por outro lado, no mundo espiritual voce deve permitir que as experiencias venham a voce. É uma habilidade nova que tem que ser desenvolvida. Poderia ser chamada de um "deixar acontecer ativo" ou "deixar acontecer criativo". É a capacidade de ser transparente e deixar estados de consciência serem revelados através de você.
Apenas esteja ciente, e tudo acontecerá.

1.2 Nenhuma visualização criativa, nenhuma imaginação, só estado de consciência.

No contexto das técnicas Clairvision é aconselhado que você nunca tente visualizar ou imaginar qualquer coisa. Se imagens, luzes, seres espirituais ou qualquer outra coisa vêm à sua visão, tudo bem. Mas não os produza, não tente induzi-los. Não visualize nenhum padrão em seu campo de consciência.
Uma das razões seria: suponha que um anjo vem a você, verdadeiramente. Se você tem tentado visualizar anjos todas as manhãs durante alguns meses como irá saber se é um anjo de fato ou um que você imaginou?
A questão não é entrar na percepção de imagens ou luzes. Se você puser as técnicas em prática, visões virão. O maior problema é: uma vez que estas visões vêm a você, como discernir o que é real do que é uma fantasia da mente? Assim o conselho: seja espontâneo! Nunca planeje ou tente atrair uma visão. Apenas pratique as técnicas e veja o que acontece. Isto tornará muito mais fácil alcançar a fase na qual você pode confiar em sua visão.
Esta abordagem não deve ser entendida como uma crítica aos caminhos que usam visualização criativa ou imaginação. Há muitos modos. O que é verdade no contexto de um sistema particular de desenvolvimento não se aplica, necessariamente, a outros. No estilo de trabalho da Clairvision , o lema é "permaneca num estado de consciencia ."

1.3 Confie em sua experiência

Algo bom para se lembrar é que quando não há nada em que acreditar, não há nada de que duvidar também! Considerando que você não esteja tentando forjar uma visão e não desperdiça seu tempo preocupado se está realmente vendo o que está vendo, confie em sua experiência.
Continue praticando de acordo com nossos princípios sérios e sua clarividência florescerá e crescerá em precisão e confiabilidade. Como percepções começam a se repetir, isto facilitará cada vez mais a confiança nelas.

1.4 Não analise durante uma experiência

Não tente analisar algo assim que acontecer, do contrário perderá imediatamente sua percepção, pois será trazido de volta e de forma direta para a mente discursiva. Um das chaves para a percepção repousa no cultivo de uma forma superior de quietude, a capacidade para não reagir quando algo acontece em seu interior.
Quando a experiência terminar, você terá tempo suficiente para analisá-la. De qualquer maneira, não é, necessariamente, analisando ou discutindo uma experiência que você tirará o maior benefício da mesma. Experiências de consciência são como sementes. Quando você pondera sobre elas de forma silenciosa e as digere, é que elas amadurecerão em uma grande compreensão.

1.5 Proteção psíquica

De uma forma geral, a maioria das pessoas é psiquicamente desprotegida, por duas razões principais: primeiro porque não podem ver quando uma energia negativa está ao redor e a precaução é requerida; segundo porque não foram treinadas para lacrar suas auras tornando-as impermeáveis a influências externas caso seja necessário.
O terceiro olho, sendo o órgão de percepção sutil, intuição e o interruptor principal do corpo de energia, oferece verdadeiras respostas para estes dois problemas.
Primeiramente ele lhe permite descobrir quando seu ambiente enérgico é tal que requer cuidados de sua parte.
Secundariamente deveria estar claro que nosso método não só lhe ensinam como abrir seu olho mas também como fechar sua aura. Desde as primeiras técnicas, a vibração no terceiro olho começará a despertar uma densidade mais alta de energia protetora em sua aura. Isto não está baseado em imaginação positiva ou auto-sugestão mas na percepção tangível de uma energia vibrando ao seu redor. Não só durante a meditação você será capaz de despertar esta energia protetora, mas também nas situações mais variadas de sua vida diária, como quando pegar um ônibus, andar em uma rua movimentada ou lidar com seu chefe ou empregados.
Mais métodos sistemáticos para lacrar a aura serão apresentados por inteiro nos Capítulos 17, 18, 20 e 21 sobre proteção. A habilidade para detectar linhas de energia (Capítulo 12) também será de grande ajuda para estabelecer um ambiente seguro e protetor.

1.6 Pratique, pratique, pratique...

Eu não acho que haverá muito lucro apenas com a leitura dos 22 capítulos deste livro. Se você é jovem ou velho, saudável ou doente, a chave para sucesso em sua indagação espiritual reside em três palavras: pratique, pratique, pratique... Certamente não é necessário se retirar de suas atividades e meditar todo o tempo para alcançar um alto nível de prática espiritual. Você pode seguir este livro sem dedicar mais de dez a vinte minutos diariamente a exercícios de meditação. Várias práticas que serão sugeridas são projetadas para complementar suas atividades diárias. Tente torná-las um hábito, e incorporar este trabalho o máximo possível ao seu modo natural de vida.
Depois de explorar muitos maneiras diferentes de auto-transformação, conclui-se que não é tanto o método ou o estilo de trabalho que importa, no que diz respeito à compreensão. O que faz a diferença é sua capacidade para persistir ao longo de um caminho. Olhando as vidas de vários grandes mestres, a pessoa descobre que eles necessariamente não começaram de um alto nível. Algumas vezes tiveram que enfrentar obstáculos muito maiores do que os que você pode encontrar em seu caminho. Mas eles persistiram, persistiram, persistiram... até o ponto aonde nenhum obstáculo poderia impedir que enormes esclarecimentos se abrissem para eles. "Persistência Sobrenatural" é uma das qualidades mais fundamentais que um peregrino espiritual pode desenvolver. As pessoas que parecem entrar em estados elevados de consciência sem ter que passar por qualquer disciplina espiritual, normalmente são aquelas que passaram por longos e intensos processos em suas vidas anteriores. Qualquer que seja o nível em que você se encontra, é através da atenção constante a todos os aspectos da prática que o sucesso virá a você.
"Aqueles que acreditam que primeiro irão morrer para então se elevarem estão completamente enganados.Se eles não passarem pela ressurreição enquanto estiverem vivos, ao morrer eles não receberão nada."

1.7 Por que adiar?

Comece as práticas conforme lê o livro.
Em termos de auto-transformação, amanhã significa nunca. Tudo que pode ser feito, faça agora mesmo.
Só Deus sabe o que é tempo perdido.

1.8 Brinque com as técnicas

Se muitos sábios se esforçaram pelo esclarecimento espiritual, é porque essa é a maior diversão que alguém pode encontrar na Terra. Se suas idéias sobre espiritualidade são severas e austeras, então você está completamente fora da questão. Os mestres mais iluminados que eu encontrei eram os homens e mulheres que riam muito. Então, por favor, seja realmente sério com as técnicas Clairvision: brinque com elas. Se conseguir ficar tão envolvido e sério quanto uma criança que está brincando (e se você persistir) então suas chances de sucesso são grandes.

1.9 Permaneça relativo

Um das fascinantes descobertas que resultam de entender os escritos de pessoas altamente iluminadas é que eles viram o mundo de modo completamente diferentes.
Na tradição da Índia, por exemplo, considere o Jnanis e Sri Aurobindo. Nos trabalhos de Sri Aurobindo, o mundo é apresentado como a encarnação progressiva de uma perfeição divina. A morte é ridiculizada, e o Trabalho visa a imortalidade física através da iluminação da matéria física. Ao Jnanis, por outro lado, vida encarnada é um engano fatal. De fato, para Jnanis, o universo inteiro é um engano, uma espécie de emanação transitória, tola e repugnante; e o único objetivo de vida é conseguir uma passagem só de ida daqui, o mais depressa possível.
Sri Aurobindo foi universalmente aclamado na Índia como um dos iogues mais iluminados de todos os tempos. Mas não pense que os Jnanis são superficiais. Um Jnana-iogue, tal como Nisargadatta Maharaj, para se tomar um exemplo recente, impressionou profundamente sua geração, Ocidental e Oriental, pela grandeza de seus estados de consciência.
Nada facilita este fato: dependendo de para onde você olha, você vê o universo e sua finalidade de formas completamente diferente. Por favor pondere sobre isto, porque me parece um dos melhores antídotos contra o dogma. Qualquer que seja sua visão, não faça dela uma prisão. Sempre deixe espaço para mudar sua mente e sua visão do mundo.
Para as pessoas que desejam se engajar no estilo de trabalho da Clairvision, eu recomendo dois estilos completamente diferentes de leitura: da Gnostica, e de Rudolf Steiner. As razões para esta escolha são que ambos surgiram de grandes esclarecimentos, estão cheios de sabedoria e informação prática relativa ao caminho de alquimia interior e a tradição esotérica ocidental, e por último mas não menos importante... eles são totalmente irreconsilháveis em vários pontos chaves! Se quiser operar com os dois sistemas, você não tem outra escolha a não ser permanecer relativo sobre o valor das concepções mentais.
Mais uma vez, não é o que você acredita ou o que você lê que irá mudar sua vida espiritual, é o que você pode experimentar diretamente; portanto, o trabalho sugerido neste livro visa te proporcionar a capacidade para se sintonizar e alcançar sua própria percepção de mundos espirituais.