segunda-feira, setembro 12, 2011

ANATOMIA ENERGÉTICA

Anatomia energética é a correlação do corpo espiritual ou energético para com resultados ao corpo físico, seja ele em equilíbrio e ou desequilíbrio.
É sabido que o corpo físico é a morada do Eu Superior - Da Alma – do Self. Composto de vários corpos não palpáveis, mas perceptível. E o mais comum é o corpo mental e o emocional.
Que entende um caminhar através dos parâmetros vivenciados em seu cotidiano dando assim roupagem denominada de arquétipo, ou seja, de vitima ou algoz. Poucos atingem sozinhos um patamar de consciência de que a casa (corpo físico) é o receptáculo de uma força maior que é o Eu mesmo, consciente e divino.
O corpo físico em seus componentes fracionados, ou seja, cabeça corpo e membro se desequilibram por um efeito produzido das emoções e da mente. Criando nuvem ao Corpo Espiritual de se manifestar em sua plena sabedoria.
A vida humana começa com a concepção no ponto central que pode ser denominado de mandala. É um símbolo para um plano que não existe neste mundo, pois no mundo polar tudo tem dimensões. Com a concepção, deixamos o infinito sem dimensões e aterrissamos no útero materno, onde, entretanto ainda estamos bem próximos da unidade. A criança é um com a mãe.  Esta unidade, entretanto, abandona o centro passo a passo, dirigindo-se para a periferia da mandala.
Na puberdade termina então a criança, que deixa de ser neutra e passa a ser "a mulher" ou "o homem".
Após a puberdade, a consciência do fato de que se está dividido ao meio, ou seja, da própria imperfeição, é tão grande que os jovens se põem a buscar sua outra metade, a que lhes falta. A voz popular sabe que se trata da metade melhor, da cara-metade. Quando ela é encontrada, a principio dá de fato essa impressão. Com o tempo, entretanto, percebe-se que o que se escolheu foi o próprio lado de sombra. Agora já não são muitos os que têm a coragem de reconhecer que continua se tratando, agora mais do que nunca, da metade melhor, aquela que falta para a perfeição.
A época do meio da vida é freqüentemente considerada o ponto culminante que ainda ressoa em nosso conceito de clímax [Klimakterium - menopausa]. A expansão física e, com ela, a da força e da energia externas, termina em favor da expansão interna.
Pode-se ignorar a menopausa com um truque hormonal, continuar brincando de jovem. A popularidade de tais truques não é de admirar quando se pensa no culto à juventude dominante e na negação da velhice que o acompanha. Entretanto, permanece a pergunta se o que se quer é realmente sacrificar a chance de superar conscientemente essa grande crise de passagem da vida em prol de uma mentira vital. E preciso aliviar-se tanto físico quanto animicamente e preparar-se para o retorno, o caminho de casa da alma. Para isso é necessário livrar-se do lastro. Quanto mais isso acontece em sentido figurado, mais estável permanecerá a estrutura do corpo.
Apesar das reivindicações em contrário, o homem moderno é hostil às mudanças na vida. Perguntas
1. - Posso assumir a tarefa da mudança que acompanha a crise da meia-idade?
2. - Admito e satisfaço meus desejos em relação à descendência e à "vida", Vivi o suficiente? Estou farta?
3. - Há planos nos quais gostaria de mudar e não me atrevo? Onde poderia tornar-me fértil em sentido figurado?
4. - Que lastro deveria soltar? Que tarefa deveria começar?
5. -Onde me falta estrutura? Onde posso encontrá-la?
O homem também tem sua menopausa, ou seja, das exigências de mudança que resvalaram para planos não liberados. A palavra grega krisis (= crise) quer dizer, entre outras coisas, decisão, e o homem de fato precisa decidir se quer empreender o caminho de volta conscientemente ou padecê-lo inconscientemente.
Perguntas
1. - Em que ponto do padrão da vida estou agora?
2.- Com quais seções de meu caminho de vida estou em pé de guerra?
3.- Onde e de que forma ofereço resistência ao retorno exigido pelo padrão?
4.- Como lido com a tensão na minha vida?
5.- Quais caminhos de distensão estão abertos para mim?
6.-Realizei ou mesmo sobrevivi aos objetivos de minha vida?
7.- O que minha vida poderia ainda salvar agora?

Imagine que o seu corpo é uma máquina. Esta máquina é mantida pela energia captada, armazenada e distribuída por 7 pecinhas; e cada uma é responsável por uma atividade.
Se uma delas falhar, afeta toda a produção. Assim funcionam os chakras, os nossos centros de energia: quando estão em desequilíbrio, afetam o corpo, a mente a alma. Conheça cada um deles e as suas funções:

Chakra Básico
Desequilibrado: Irritação, raiva, medo de viver, apego excessivo e pouca auto-estima.
Equilibrado: Confiança na vida, segurança pessoal, satisfação, estabilidade, força e coragem interior e bastante auto-estima.


Chakra Energético
Desequilibrado: Ciúme, possessividade, instintos reprimidos, tensão, tristeza.
Equilibrado: Fluidez natural da vida em todos os sentidos: corpo e mente, entusiasmo, ações produtivas, franqueza, naturalidade.

Chakra Plexo Solar
Desequilibrado: Tendência a moldar tudo sob seu próprio ponto de vista, egoísmo, inquietação, insatisfação, descontrole, nervosismo, ansiedade, falta de concentração, medo de novas experiências e medo de rejeição.
Equilibrado: auto-estima, sensação de paz e harmonia, aceitação da vida e do próprio crescimento, autoconfiança, valorização das riquezas interiores e exteriores.

Chakra Cardíaco
Desequilibrado: doação excessiva de si, desespero, ódio, inveja, medo, ciúme, raiva, depressão, angústia, indiferença, brutalidade e frieza.


Equilibrado: Amor, compaixão, confiança, inspiração, esperança, generosidade, solicitude, calma, alegria, equilíbrio.

Chakra Laríngeo
Desequilibrado: Dificuldade de se mostrar e expressar-se, tomar decisões. Insegurança, crítica, timidez, medo da opinião alheia e falta de autoridade.


Equilibrado: Livre expressão de pensamentos, conhecimentos e sentimentos; criatividade na comunicação, voz potente e clara, eloqüência, capacidade de ouvir com atenção e com o coração honestidade interior, fé, vontade, sensação de total integridade.



Chakra da Visão
Desequilibrado: Rigidez mental, racionalidade excessiva, vaidade em relação a própria inteligência, medo da verdade, confusão, fixação em determinadas idéias.


Equilibrado: Agilidade mental, visualização desenvolvida, transcendência, abertura da intuição e visão interior, discernimento, inteligência emocional, conceito de realidade, capacidade de ver além das formas físicas.



Chakra Coronário
Desequilibrado: Falta de propósito, perda da identidade, medo de estar só, sentimento de separação do próprio "eu" transmitindo bloqueio aos demais chakras.


Equilibrado: Descoberta do divino, facilidade para acessar diretamente o conhecimento superior a partir da conexão com o "eu universal", confiança, abnegação, humanitarismo, habilidade para ver o todo no fluxo de vida, devoção, inspiração, valores, ética. Irradiação da vida com total plenitude e pureza.

Quero ressaltar que para os profissionais da área holística é de suma importância que ele trabalhe seus chakras para manter uma consciência maior de si e uma percepção do outro de forma mais ampla e sem envolvimento com a energia emanada durante o processo de atendimento.

Como equilibrar os Chakras
Realinhamento de Chakra – Deeksha - é uma técnica codificada através de do livro Tantra, no qual constam ensinamentos sobre o princípio comportamental de vida. O objetivo principal desta terapia é realizar um processo de higienização da mente, do
Yôga - A prática do yôga trabalha todos os chakras. Esta filosofia, diferente do que muitos acreditam, não é uma terapia, e sim uma cultura que tem como meta principal o samádhi, estado de hiperconsciência e auto-conhecimento.




Texto extraído de: http://www.sinte.com.br/revistaterapiaholistica/tradicionais/ayurvedica/299-anatomia-energetica#ixzz1XlDKbg17
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quinta-feira, setembro 08, 2011

GRÁFICO RADIÔNICO PARA DOENÇAS?

O trabalho da terapia holística com o uso da radiestesia e radiônica permite reconhecer o fator causador do desequilíbrio seja ele físico emocional ou ambiental, já que em muitos casos é o ambiente que é o vilão de tanto desconforto e enfraquecimento de nossos órgãos e potencialidades para vivermos melhor.  Na minha humilde opinião devemos observar sempre três pontos em nossa estrutura de vida para obter um corpo saudável e sem imprevistos no futuro.

1- Eliminar os parasitas da energia vital.
Os parasitas da energia vital são energias vivas que habitam os corpos dos seres vivos que vivem na superfície da terra. São parasitas da energia vital todas as formas de vida existente no ser que provoquem ou causem qualquer disfunção.
Como existem várias causas de distúrbios no nosso organismo, meridianos e chakras, poderá haver momentos de falta da nutrição indispensável á vida das células. Assim, sem energias vitais, as células poderão não exercer bem as suas funções, como também se tornarem agressivas ao seu ambiente ou órgão. Agindo dessa forma para obter seu alimento, agredindo ás outras células vizinhas, podendo torna-se a causa das disfunções orgânicas, ou desequilíbrios.
Existe a possibilidade de regularizar este fluxo de energia, através do movimento circular do pêndulo sobre o ponto de entrada ou de saída dos chakras do corpo humano, alterando dessa forma o ritmo deste fluxo de energia.
Além disso, formula a hipótese de que o bloqueio da energia pelos chakras transforma as células dos seres vivos, em parasitas da energia que passam a agredir as células vizinhas, para absorver a energia que lhes falta.
Podemos classificar os parasitas da energia vital em sete grupos principais, segundo a disfunção que causam as células, ao local onde são encontrados e conforme sua origem:
  • 1-           Repressores – São células do próprio corpo que se transformam em parasitas. Estão localizadas no sistema digestivo, nos rins, no pâncreas e coração. Reprimem a função das células, atrapalhando o funcionamento dos órgãos circundantes.
  • 2-           Hematófagos - são células sanguíneas que entram em disfunção. Estão localizadas no sangue. Alimentam-se das outras células sanguíneas, acabando por eliminá-las.
  • 3-           Secretores - Podem ser absorvidas pela alimentação e pela água. Também se originam das células que entram em disfunção. Podem ser encontradas em todo o corpo. Ao atacarem as células vizinhas, debilitam-nas facilitando o desequilíbrio destas por microorganismos invasores.
  • 4-           Neutralizadores – Surgem a partir das disfunções dos neurônios, localizam-se no cérebro e no sistema nervoso. Faltando a energia vital, as sinopses se desfazem, indo os neurônios roubar as energias das outras células.
  • 5-           Excitadores – Podem ser tanto organismos invasores como células humanas em disfunção. São encontradas nas camadas da pele. A sua ação parasitaria não destrói totalmente a célula, mas causa uma excitação e irritação.
  • 6-           Acumuladores – Podem se originar de organismos invasores, bem como células humanas em disfunção. São encontradas nos intestinos, nos órgãos genitais e nos membros. Alimentam-se das células circundantes que estão em crescimento e crescem indefinidamente perturbando com seu tamanho e necessidade crescente de alimento e energia, o funcionamento dos órgãos onde se encontram.
  • 7-           Migrantes –Podem ser organismos invasores ou células humanas em disfunção. Podem ser encontrados em todo o corpo, mas principalmente no fígado, sistema linfático e tecidos mesentérios dos intestinos. Procuram se localizar dentro dos canais por onde são conduzidos os alimentos para as células. Essas obstruções resultam em tumefações e tumorações. Após sua multiplicação e por deixarem exauridos de energia os tecidos onde se encontram, migram para outros tecidos, reiniciando o processo.
Enfraquecimento das defesas.
A presença de mais de um tipo de parasitas da energia vital vai causando um enfraquecimento das defesas, oportunizando a presença de outros parasitas e de microorganismos invasores num circulo vicioso, que leva o organismo a um estado geral de desequilíbrio.
Como eliminar os parasitas da energia Vital?
A eliminação dos parasitas poderá ser realizada de duas formas:
Quando a presença dos parasitas é pequena e ainda não causa os indesejáveis problemas de desequilíbrios, o restabelecimento da freqüência, com giros do pêndulo sobre os chakras, Radiônica (tratamento a distancia), uso da Cromoterapia com banhos de luz e outras técnicas poderão resolver com eficiência.
Quando, porem, o desequilíbrio já estiver instalado, alem das providencias acima citadas, há necessidade de um tratamento mais aprofundado (presencial ou a distancia) com uso de alguns medicamentos alopático prescrita por médicos alopáticos, para a sua eliminação conforme recomendação de seu Terapeuta Holístico.
2- Melhorando a qualidade de nossos pensamentos e equilibrando nossos chakras e os cinco movimentos-Agua, Fogo, Madeira, Metal e Terra.
3- Evitando construir moradias e locais de trabalho em ambiente nocivo, ou se no caso já esta vivendo em algum, corrigir com o uso de Aparelhos Neutralizadores, gráficos radiônicos ou FENG SUI.


Texto extraído de: http://www.sinte.com.br/revistaterapiaholistica/sincronicidade/radiestesia-e-radionica/298-radionica-radiestesia-grafico-radionico#ixzz1XNp8RV6s
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O REIKI E SEU PARALELISMO COM AS TRDIÇÕES RELIGIOSAS

A História da Terapia Holística aponta a origem de muitas das técnicas que utilizamos, como nascidas das milenares práticas sacerdotais.
Análise de sonhos, vivências, regressão, progressão, arteterapia (danço e canta inclusos), fitoterapia, aromaterapia, para citar algumas, eram tradicionalmente utilizadas pelos xamãs das mais variadas culturas.

Assim sendo, é natural que encontremos também para o Reiki, várias similaridades com ritos adotados nas religiões e filosofias espiritualistas.
 
Nas tradições ocidentais, encontramos a imposição de mãos, na maioria das citações, como algo benéfico a quem recebe, ora como benção, ora como "cura miraculosa", ora como transmissão de conhecimento, de missão, de autoridade e poder, muitas vezes como rito de iniciação e, até mesmo, um perdão. Também há passagens de exceção, em que os "pecados" são transmitidos para quem se impôs as mãos, sendo estes sacrificados em seguir, como parte das mortes rituais (de animais ou humanos), bem como trechos em que se alerta sobre riscos de pegar para si as mazelas da pessoa sobre quem se faz a aplicação, além de utilizar-se as mãos também para amaldicoar. Assim encontramos tanto na mitologia grego-romana, quanto nas tradições judaicas e cristãs.

Do oriente, destaque-se no induísmo a importância dos mudras, gestuais realizados com as mãos, cada qual com simbolismo especial, tais como ausência de medo, dom, ameaça, adoração, prece, dentre outras. É farta a iconografia em que Budas expressam-se com mudras, bem como as famosas estátuas de Shiva, em que as mãos ora destrõem, ora criam, remodelando o universo.

O que se constata em comum é o PODER que as mãos simbolizam, intermediando ações que extrapolam o indivíduo que as utilizam, podendo ser aplicadas tanto de forma construtiva, quanto destrutiva.

Modernamente, o tema adquire uma roupagem paracientífica, na Europa, via Franz Anton Mesmer (1734-1815), que estudou e aplicou para fins terapêuticos a hipnose e o que denominou de "magnetismo animal", que seria um agente natural que se irradia, à semelhança do que ocorre com um imã. Tais pesquisas influenciaram a codificação (1857 - 1869) da chamada Doutrina Espírita, onde o cristianismo funde-se com conceitos orientais de reencarnação e com uma postura cientifiscista, onde estuda-se o indivíduo como possuidor de corpos físico, espiritual e um intermediário (perispírito), dos quais emanam energias sutis capazes de vários fenômenos, igualmente objetos de investigação pelo Espiritismo.

Em 1860, chegam ao Brasil as primeiras obras espíritas, sendo que em nosso país o desenvolvimento voltou-se como religião, à revelia dos ideais de Kardec. Curiosamente, ao contrário do que popularmente se pensa, o "passe" não é  parte original do Espiritismo. Em toda a extensa obra assinada por Allan Kardec, não existe uma só menção a esta prática, excetuando-se uma breve notícia na Revista Espírita, onde colaboradores relatam o experimento pelo qual uma pessoa embriagada conseguiu passar seus sintomas a outra à qual aplicou mesmerismo (com imposição das mãos). Como já é tradição brasileira, aqui ocorreu um sincretismo interessante. Tanto com o catolicismo, onde a missa teve seu paralelo com a prelação espírita, e a comunhão teve como correlato, o beber da "água fluidificada" (líquido que passou por imposição de mãos...) e o "passe", como similar à benção, quanto com as religiões de origens africanas, que desde sempre tiveram os "passes" associados aos seus ritos.

Nota-se, até então, que se manteve a premissa original de que das mãos se irradia um poder transcendente, que pode ser usada tanto para algo benéfico, quanto ruím e que aquele que impõe as mãos mantém papel ativo e interferente no processo.

Algumas linhas mais recentes polarizaram apenas no aspecto "positivo", destituindo o poder de interferência de quem aplica, que passou a ser meramente um "canalizador" de energias externas, as quais igualmente passaram a ser universamente inteligentes por si só e sempre benéficas.
Este é, por exemplo, o caso do Johrei, palavra japonesa criada por Mokiti Okada (1882-1955), mais conhecido como Meishu Sama, fundador da Igreja Messiânica, composta de dois ideogramas: "Joh" (purificar) e "Rei" (espírito, universal). Contemporâneo em época e país, surge o Reiki, "Rei" (espírito, universal) e "Ki" (energia), de Mikao Usui. Para ministrar o Johrei, o messiânico deve portar o Ohikari, que é uma medalha com o ideograma "Luz", enquanto que para ser reikiano, não é preciso ser adapto de nenhuma religião específica, mas deve passar por uma iniciação por um mestre oriundo das linhagens autorizadas e reconhecidas pelos organizadores do movimento. Idealizado a princípio para beneficiar a população carente, após a morte de Usui, o Reiki assume ares profissionalizantes, com aprendizado e aplicação passando por uma grande valoração de honorários, sendo ao método acrescido de novos símbolos a serem aprendidos em diferentes níveis classificatórios aos reikianos. Bem mais recente, porém de postura assemelhada, temos a Terapia Prânica (Pranic Healing), desenvolvido pelo filipino Choa Kok Sui.

O desvincular do ato religioso possibilitou à moderna imposição de mãos que a prática pudesse ser remunerada e, ao mesmo tempo, oportunizou tornar-se Clientes indivíduos que eram avessos à idéia de que poderiam estar participando de uma atividade religiosa que ofendesse à sua convicção pessoal.

Por outro lado, ao tornar-se técnica profissional, igualmente sujeitou-se às leis de mercado; tal qual o "efeito pirâmide", os pioneiros tiveram oportunidades financeiras superiores, enquanto que cada vez mais os iniciados à base do organograma, tem que praticar valores mais modestos em suas remunerações, seja para aplicar o Reiki, seja para ministrar cursos. No Brasil, onde a tolerância é bem mais ampla, não raro os reikianos tem que lidar com a "concorrência" religiosa, já que boa parte da Clientela potencial não se constrange em buscar os benefícios da imposição de mãos, GRATUITAMENTE, mesmo que para isso visitem espaços sacros que não sejam de sua religião de origem.

Eis uma das razões pela qual o Terapeuta Holístico habitualmente dispõe de um vasto leque de técnicas que se somam para melhor atender seus Clientes. O Aconselhamento, a Psicoterapia Holística, por exemplos, casam bem seus efeitos aos do Reiki, resultando num trabalho final muito mais amplo e abrangente do que o disponível sem custo nos ambientes religiosos, angariando atrativos suficientes a justificar, do ponto de vista do CLIENTE, o investimento monetário em honorários aos profissionais.


Texto extraído de: http://www.sinte.com.br/revistaterapiaholistica/sincronicidade/reiki/78-reiki#ixzz1XNnGirQP
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AROMA TALISMÃ



 

 
 
 
 
Os egípcios entre outros, constataram que o perfume é a melhor forma para trabalhar com iniciação energética e mágica, por possuírem ação profunda e dupla e por terem a capacidade de atuar no corpo astral dos viventes.

O homem é feito à imagem da natureza, assim como ele, esta é a composição ternária:
-corpo físico
-corpo astral
-corpo mental
Esses três princípios se interpenetram um dentro do outro, de uma maneira perfeita, formando a individualidade, de acordo com os três elementos cósmicos dentro do qual se evolui.
Em magia, o corpo astral algumas vezes é chamado de intermediário, que serve de veículo para as influências que nós emitimos. O corpo astral dirige elegantemente nossas atividades orgânicas vegetativas e automáticas; é o centro do nosso subconsciente, e de nossos sentimentos, de nossas emoções e de nossas paixões.
Os corpos terrestres ou extra-terrestes emitem as vibrações de um período, a amplitude e a longitude de onde são os caracteres de natureza dos corpos que o emitem.
Um vidente ou um radiestesista, que observa certas condições experimentais, pode captar as diversas vibrações e determinar a natureza dos corpos.
É evidente que o perfume como todos os outros corpos emitentes de vibrações é naturalmente muito mais sensível que qualquer outro corpo; o perfume contém um odor e este odor é que nos permeia.
Um perfume adaptável à vossa personalidade será para você  um possante Talismã. Eis aqui a razão, seu perfume terá constantemente, reações inconscientes que provocará no organismo, a mantê-lo em equilíbrio humoral, o qual já lhe pertence desde nascimento: físico, material, moral, sentimental e por fim espiritual.
O perfume é um Talismã pessoal que permite devolver-nos o máximo de nosso desejo entre dois limites: o máximo de possibilidades felizes e o mínimo de possibilidades infelizes.
O que se adquire com um Talismã:
1) Desenvolve as qualidades nativas suscetíveis e reforça a facilidade em lutar contra as negatividades nativa.
2) Conservar o benefício do espírito de lutas.
3) Fazer ser prospero em seus ganhos, não permitindo que se tornem improdutivos.
O ser humano é composto por sete corpos de diferentes densidades, cores, sons, perfumes, além de 28 estados de consciência e percepções diferenciadas entre si. Alguns autores dividem estes corpos em 3 grupos diferentes, reunindo-os em corpo físico, correspondendo ao mundo físico, corpo astral, correspondendo ao mundo emocional e, finalmente, o corpo mental (espiritual e causal). Lembrando que a tri-unidade se repete no átomo infinitamente pequeno e nos sistemas estelares infinitamente grandes.
O perfume é um dos veículos mais sutis para nossas percepções espirituais. Ao impressionar as mucosas olfativas o aroma consegue milagrosamente, fazer uma ponte entre as realidades físicas e espirituais. Predispondo a quem o utilize o sentir claramente da elevação espiritual em suas diversas "camadas", e assim sucessivamente, até que se atinja a plenitude mágica que permite elevados estados de consciência de si mesmo, o que equivale à procura dos desígnios humanos na Terra.
Devido a sua qualidade de fio condutor é comum utilizá-lo em meditações com mentalizações para direcionar a estados contemplativos, bem como nas ações "mágicas”, o aroma (óleo essencial e ou perfume) tem um lugar destacado em qualquer trabalho das terapias holísticas.
Os aromas pelo fato de conseguirem ligação energética promovem equilíbrio limpando os aparelhos circulatórios astrais, permitindo com isso uma resposta perfeita entre estes dois corpos que estão intimamente ligados. Através dessa limpeza física / astral produz-se a retirada dos miasmas, descongestionando e tornando a aura mais brilhante e bem definida. Além da intimidade entre os sexos opostos, a sutilização energética permitirá que as portas econômicas e financeiras se abram com maior facilidade.
Muitos estudiosos da ciência aromática chegam afirmar que; se as pessoas deixassem se levar pelos cheiros de cada um, as relações humanas se harmonizariam mais rapidamente devido a química que isto produziria. Olhando a um primeiro momento, isso é um exagero, porém convém lembrar que a velha reação que temos ao ouvir a frase "essa pessoa não me cheira bem", "não meta o nariz onde não é chamado". Sabemos também que metade de nossas intenções, ao nos dirigirmos ao sexo oposto basearia na percepção do cheiro que esta pessoa exala. A outra metade, nos motivos sociais, nos colocando normalmente em algumas enrascadas, estragando nossas percepções diretas do outro e acabamos não discernindo qual a motivação real que nos levou a nos comunicar com este alguém.
Devido a essas evidências o perfume é como um poderoso talismã  de defesa. Lembramo-nos ainda dos famosos "aromas celestiais" que exalam os mestres indianos ou das situações espirituais, do famoso "cheiro de bode" ou "cheiro de enxofre" quando uma má personagem astral se manifesta.
Via de regra o aroma agradável produz elevação dos sentimentos e traduz percepções e sensações de carinho, amor, relaxamento, brilho, afetividade e nos faz inspirar fundo ao envolver-nos com sua aura flutuante e invisível. O perfume nos abre portas interiores que ao contato com as exteriores criam magnetismo e tonificam nossos nervos, órgãos internos e nosso cérebro.
Usar um perfume talismã é sucesso certo. Por mais que estejamos falando também da parte sutil do perfume ele é um dado perfeitamente mensurável, portanto, real.
Uma forma antiga também de fazer uso da aromagia é através dos perfumes astrológicos.
Os perfumes astrológicos trazem aos nativos, equilíbrio humoral permitindo-lhe atuar e usar o máximo de possibilidades que lhe é dada ao nascer em seu mapa natal.
Através das essências dos signos podemos assimilar a potência energética de cada planeta regente e ao mesmo tempo neutralizar influências negativas. Pode-se usar a essência pelo signo regente, pelo signo ascendente, pela a lua, pelos planetas e signos conflitantes ou pelos desequilíbrios apresentados.
Através da elaboração de um perfume baseado no Mapa Natal astrológico ou numerológico é que se obtém o verdadeiro Perfume Talismã.
Os odores seguem uma rota física que vai diretamente ao cérebro já  que colocam células nervosas como transmissoras e como receptoras. Os aromas viajam diretamente através do sistema olfativo situado no nariz e na parte dianteira da cabeça, zona límbica do cérebro, a qual processa o odor.
Esta parte do cérebro também  é o assentamento do aprendizado, da memória e das emoções. Por este motivo o sentido do olfato pode desencadear sem esforço e automaticamente fortes emoções e teremos as recordações vívidas das pessoas e lugares.  A interpretação é conduzida ao cérebro através do sistema límbico.
O descobrimento de que as percepções dos odores podem causar um impacto importante no modo de pensar e sentir tem instigado a uma nova e exaustiva investigação a cerca dos porquês e dos dons do sentido do olfato.
O sistema límbico também está  em íntima relação com o hipotálamo, parte do cérebro que está  em comunicação com as glândulas sexuais. Sem este acoplamento entre aroma e sexo, a terra seria um deserto.
A substância química mensageira do odor que atua como interruptora se chama feromona. As feromonas são verdadeiros convites a unir-se, especialmente para os animais e insetos. São secretados na urina, pela as glândulas da pele, nas secreções vaginais e na saliva. Os perfumes fortes que contém óleos essenciais sexualmente estimulantes como o sândalo e o patchouly atuam como feromonas para os seres humanos. Quando usado em terapias aromaterápica, estes aromas trabalham sobre os receptores cerebrais para ativar as glândulas sexuais.
Os óleos essenciais, portanto podem proporcionar um fluxo de equilíbrio energético perfeito melhorando a qualidade de vida.
Você pode comprar alguns óleos essenciais e fazer uso deles de forma alquímica, brincando em fazer formulas como o exemplo abaixo e perceber o efeito mágico que seus aromas proporcionam e sentir a Aromagia.

Importante quando comprarem o produto terem certeza que estão adquirindo óleo essencial puro, somente eles proporcionaram a magia. Essências são sintéticas e não terão o mesmo efeito.
Uma dica que ao irem em lojas de aromaterapia é experimentar inalar o aroma escolhido m inspire profundamente, segure o ar, por alguns segundos e engolir a saliva, a mesma deverá  ter o sabor do aroma em questão. Se o gosto for sintético não é óleo essencial.
Boa escolha e experiências.

Aromas para senso prático
- misturar rosa, jacinto e bergamota.
Aromas para equilíbrio humoral
- lilás, narciso, sândalo.
- verbena, tuberosa e néroli.
- rosa, lavanda e lírio.
Aromas para sucesso econômico
- néroli, heliotrópio e cedro.
- madressilva, acácia e heliotrópio.


Texto extraido de: http://www.sinte.com.br/revistaterapiaholistica/naturoterapia/fitoterapia-e-aromaterapia/300-aromaterapia-perfume-talisma#ixzz1XNlBYnch
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A LEITURA DA ORELHA E DO PESCOÇO

Os traços das orelhas externas humanas podem revelar as características individuais de: conhecimentos gerais, motivação, atenção, capacidade de síntese, dedicação ao trabalho e à família, perfil narcisista, dentre outros.
A orelha externa humana é considerada pela ciência moderna como o órgão de recepção das ondas sonoras, constituído pela orelha (propriamente dita ou pavilhão) e o meato acústico externo. Está separada da orelha média pela membrana timpânica. Em linguagem comum, o termo orelha significa apenas o pavilhão. Acredita-se que as orelhas assimilam as informações, auxiliam no nosso equilíbrio físico e tenham funções de percepção sensorial.
No registro psíquico, a orelha esquerda é a que melhor decodifica mensagens metafóricas. Com a orelha direita se compreende mais rápido o significado das palavras.
O psicanalista clinico britânico Phil Mollon, em seu livro O Inconsciente(2005) Duetto Editorial, afirma:O analista ouve com o lado direito do cérebro, o que é coerente com a recomendação de Freud de que “ele deve voltar o seu inconsciente, como se fosse um órgão receptor, para o inconsciente transmissor do Cliente”.
A leitura a seguir é  uma adição necessária para a técnica “Análise da Imagem Holística do Cliente,” facilmente encontrada no site http://www.holopedia.com.br/
Tem como objetivo acrescentar recursos para facilitar a análise e a interpretação dos mais recorrentes traços de orelhas e pescoço que podem ser revelados nas imagens do cliente. As expectativas são de aproximadamente noventa por cento de exatidão, possibilitando assim, revisões constantes capazes de conduzir o Terapeuta à percepção, a observação, a investigação e a avaliação da situação do cliente naquele momento.
Ousamos incluir apenas traços fundamentais que normalmente se apresentam no decurso da interpretação da imagem do cliente por armazenarem grande volume de informações, onde a versatilidade, a pesquisa e a atualização ressaltam as qualidades como o elemento de apoio à análise e interpretação.
I- Traço de orelha próxima à cabeça: pode revelar um cliente detentor de conhecimentos gerais, prevenido e motivador. Seu maior desafio poderá ser a demora na tomada de decisão acarretada pela verificação demasiada.
II- Traço fino de orelha grande e afastada da cabeça: pode revelar um cliente atento, com ótima capacidade de síntese e dedicação ao trabalho. Seu maior desafio poderá ser o de manter a modéstia quando não está no centro das atenções.
III- Traço grosso de orelha grande e afastada da cabeça: pode revelar um cliente rude, porém dedicado à sua família e obstinado na busca de seus objetivos. Seu maior desafio poderá ser o de fazer no sacrifício para conseguir seu desiderato.
IV- Traço de orelha pequena: pode revelar um cliente com perfil narcísico. Seu maior desafio poderá ser o de não sacrificar os outros para atingir suas metas.
Por outro lado, os traços do pescoço humano podem revelar energia física, pouca delicadeza, pouco sentimento, nervosismo e conveniência, dentre outras.
No registro emocional, acredita-se que se encontra no pescoço o processo de assimilação dos estímulos externos e internos que representam a medida da energia física, e na sua face posterior, a sensibilidade que ativa a vontade e o desejo. O êxito da terapia corporal do pescoço depende também do manejamento dos pés, dos tornozelos e da pelve.
A ciência moderna tem como paradigma para a definição do pescoço humano o segmento do corpo físico que une a cabeça ao tronco.
I- Ausência de traço de pescoço: pode revelar um cliente com limitações para falar e ouvir, às vezes ocultadas pelo seu grande talento. Apresenta-se moroso ou rápido em suas atitudes e decisões, mas é muito esperto e perceptivo.
II- Traço de pescoço curto, largo e forte ( I I ): pode revelar um cliente com muita energia física, pouca delicadeza e pouco sentimento. Quanto mais curto o pescoço, mais importância terá a terapia corporal nos pés e tornozelos. Seu maior desafio poderá ser definir e priorizar o que é urgente e o que é importante.
III- Traço de pescoço longo, estreito e fino ( ): pode revelar um cliente com fraqueza física e nervosa com o hábito de mentir por conveniência. Quanto mais longo o pescoço, cresce a necessidade da terapia corporal na pelve. Seu maior desafio poderá ser a de assumir uma postura confiável.
IV- Traço de pescoço longo e fino nas três imagens ( ): pode revelar um cliente que precisa definir o seu próprio espaço. Seu maior desafio poderá ser a convivência em relações mais próximas.
V- Traço de pescoço  com tamanhos diferentes ( I ): pode revelar um cliente com limitações para marcar sua presença, e não revelar o seu lado pessoal. Seu maior desafio poderá ser vencer a limitação para se expor.
VI- Traço de pescoço desconectado da cabeça: pode revelar um cliente preso ao passado e sempre à espera de estimulo externo. Seu maior desafio poderá ser o de definir o que quer e onde está o que quer.
VII- Traço de pescoço desconectado do tórax: pode revelar um cliente que está saturado com o que vem do externo, e que não se valoriza. Seu maior desafio poderá ser o de se adaptar às mudanças.
VIII- Traço de pescoço desviado para direita ou para a esquerda ( / /   \ \ ): pode revelar um cliente com limitações para objetivos e metas. Seu maior desafio poderá ser o de desenvolver perspectivas e planejamento.
IX- Traço de pescoço com gola de camisa ou gravata: pode revelar um cliente  que cria regras para si e para todos. Seu maior desafio poderá ser o de planejar o que é necessário e possível.
X- Traço de pescoço com lenço de laço e nó: excluindo-se a tradição ou um personagem, pode revelar um cliente cuja ação é estimulada pelo o que é conveniente para si, ou seja, “só vai na boa!”. Seu maior desafio poderá ser o de evitar estímulos nocivos.
XI – Traço de pescoço com lenço grande e solto: excluindo-se a tradição ou um personagem, pode revelar um cliente com as virtudes de aguardar sem ansiedade, mas sem passividade. É capacitado para o fazer e sempre busca o ponto de equilíbrio. Seu maior desafio poderá ser o de limitar em aguardar as suas próprias iniciativas.
Para os Terapeutas Corporais, talvez seja importante a observação da existência de dificuldades de localização do cliente. Para os Psicoterapeutas, será importante também a percepção da inibição e do número de vezes da ampliação das demandas externas do cliente.
Com base no exposto, acreditamos ter traçado uma sequência de procedimentos que facilitam sobremodo, as atividades de interpretação da imagem holística do cliente. Cabe ao Terapeuta saber quando aplicá-las, sempre tendo em vista não subestimar, mas evidenciar os valores do cliente.

Para saber mais: www.holopedia.com.br


Texto extraído de: http://www.sinte.com.br/revistaterapiaholistica/holopuntura-reflexoterapia/auriculoterapia/297-leitura-da-orelha-pescoco#ixzz1XNk43ZDd
Direitos Autorais: SINTE - SINDICATO DOS TERAPEUTAS

quinta-feira, setembro 01, 2011

HISTÓRIA DA BRUXARIA

A história da Bruxaria





Ao contrário do que se pensa, o cristianismo não foi imediatamente adotado pelo povo europeu ao ser declarado religião oficial do Império Romano. Esta conversão dos Romanos ao catolicismo teve motivos políticos, e não teve grande penetração fora dos centros urbanos. A grande massa da população permaneceu fiel a seus deuses antigos. Os cultos antigos, então, receberam a denominação pejorativa de "pagãos" ("pagani", plural de paganu, ' morador do campo'), por ter como foco de resistência à nova religião o povo dos campos, longe das cidades e das zonas de comércio e ensino.

Os missionários cristãos, com o tempo, passaram a ter mais aceitação nas cidades, mas continuavam sendo repelidos no campo, nas montanhas e nas regiões distantes, verdadeiros enclaves da Antiga Religião. Houve ainda uma tentativa de reativar o paganismo e o culto aos Deuses antigos como religião oficial do Império Romano. Esta última esperança deveu-se ao Imperador Juliano (conhecido como "O Apóstata"), que reinou no século IV EC. Mas, como sabemos, essa tentativa não foi frutífera, derrubada pela própria conjuntura da época, onde já se pressentia o poder de manipulação, domínio e intriga do cristianismo, evidenciado nos séculos seguintes. Um dos ardis utilizados pelos cristãos era o de apropriar-se de festividades pagãs como comemorações religiosas de sua própria religião. Assim, por exemplo, o festival do solstício de inverno, onde se comemorava o nascimento do Deus-Sol, transformou-se no Natal cristão. Também o festival de Samhain, comemorado em intenção dos mortos, recebeu o nome de Dia de Todos os Santos, logo seguido pelo dia de Finados. A despeito destas tentativas, as tradições pagãs continuaram mantendo sua força.
A partir de um decreto do papa Gregório, os cristãos também se apossaram dos locais sagrados da Antiga Religião e, derrubando os templos ali existentes, erigiram suas igrejas. Os Deuses de cada santuário foram transformados em santos e santas (um exemplo é Santa Brígida, da Irlanda, na verdade a Deusa Bhríd, protetora do fogo e dos partos). Quando os cristãos deram-se conta da importância da Deusa-Mãe para as pessoas, aumentaram a proeminência da Virgem Maria no culto cristão. Mitos e práticas pagãs foram, sistematicamente, absorvidas, distorcidas e transformadas em ritos cristãos. Esculturas de temas pagãos foram incluídos em igrejas e capelas . O maior exemplo de sincretismo entre costumes pagãos e cristãos é o cristianismo irlandês, que ainda hoje conserva hábitos célticos mesclados a liturgias cristãs.
Os padres tinham a seu favor o tempo, o poder e a força. Os pagãos tinham que lutar sozinhos contra a profanação de seus templos, crenças e costumes. Desta maneira, o povo simples dos campos foi acostumando-se à nova religião, e, gradualmente, foi sendo convertido. Mas os sacerdotes restantes da Antiga Religião não se renderam à nova ordem. Juntamente com pessoas ainda fiéis às antigas crenças, mantiveram o culto ao Deus de Chifres e à Deusa Mãe. As crenças pagãs, enfatizando a adoração aos Deuses e a realização dos festivais de fertilidade, foram amalgamando-se à magia popular, criando a Bruxaria Européia. A magia popular consistia em um conjunto de feitiços feitos com o uso de ervas, bonecos e diversos outros meios. Estes feitiços tinham como objetivo a cura, a boa sorte, atrair amores, e fins menos nobres,como a morte de algum inimigo. São práticas desenvolvidas a partir do que restara da magia simpática pré-histórica, unidas ao conhecimento xamânico dos povos bárbaros.
Os teólogos cristãos passaram então a sustentar que a Bruxaria não existia. Assim, pretendiam terminar com a credibilidade dos bruxos e anular sua influência. Foi um período de relativa paz para a Arte. Mas logo os cristãos perceberam que seus esforços para exterminar completamente o paganismo não haviam dado resultado. Fizeram então mais uma tentativa: transformaram o Deus de Chifres na personificação do Mal, do Antideus, do Inimigo. A natureza dos Deuses pagãos é completamente diferente da do todo-poderoso "senhor de bondade" dos cristãos. Nossos Deuses são quase "humanos", pois têm características tanto 'boas' quanto 'más'. A teologia cristã já pressupunha a existência de um antagonista a seu Jeová (o 'Satan' hebraico do Antigo Testamento e o 'diabolos' do Novo): um Inimigo. Ele ainda não possuía forma definida e, quando era representado, o era em forma de serpente, como a que persuadiu Adão a comer a fruta da Árvore da Sabedoria. Dando a seu Satã a forma do Deus de Chifres (notadamente de deuses agropastoris como Pã e Sileno, dotados de cascos de bode e pequenos cornos), os cristãos conseguiram iniciar um clima de terror e medo em relação aos praticantes da Antiga Religião, o que os forçou a praticarem seus ritos em segredo. 


Mas a era mais triste da Arte ainda estava por vir. A Era das Fogueiras A situação da Igreja até o século XIII era caótica. Facções adversárias lutavam entre si, cada uma degladiando-se em favor de um dogma. Nos numerosos concílios realizados, ora uma das facções impunham sua visão, ora outra. Isso favorecia um desmoralizante 'entra-e-sai' de dogmas, o que desacreditava a Igreja. Algumas destas facções também criticavam a corrupção e o jogo de poder dentro da classe sacerdotal, e levantavam dúvidas sobre o poder espiritual do papado. Foi então criado um instrumento de repressão: o Tribunal de Santa Inquisição. Consistia em um corpo investigatório ignorante, brutal e preconceituoso, dirigido pela ordem dos Dominicanos. Sua função primordial era a de acabar com as facções que se opunham à Igreja (denominadas 'heréticas'), através do extermínio sistemático de seus membros. Exemplos destas facções 'heréticas' eram os cátaros, os gnósticos e os templários. Com o tempo, os cristãos perceberam outro uso para seu Tribunal. Ainda persistiam cultos aos Deuses Antigos, e, graças à transformação do Deus de Chifres no Demônio Cristãos, eram acusados de delitos absurdos, como o canibalismo, a destruição de lavouras (acusar de tal crime uma Religião dedicada à manutenção da fertilidade das colheitas é, no mínimo, ridículo) e muitos outros. Foi então proclamada, em 1484, a Bula contra os Bruxos, pelo Papa Inocêncio VIII. Neste documento, ele relacionava os crimes atribuídos aos bruxos e dava plenos poderes à Inquisição para prender, torturar e punir todos aqueles que fossem suspeitos do 'crime de feitiçaria'. Em 1486 foi publicado o Malleus Malleficarum ('Martelo dos Feiticeiros'), escrito pelos dominicanos Kramer e Sprenger. O livro, absurdo e misógino, era um manual de reconhecimento e caça aos bruxos, e, principalmente, às bruxas (o livro trazia afirmações surpreendentes, como : "quando uma mulher pensa sozinha, pensa em malefícios"). A partir daí, a Igreja abandonou completamente a postura de ignorar a Bruxaria: pelo contrário, não acreditar na sua existência era considerada a maior das heresias. Iniciou-se então um período de duzentos anos de terror, conhecido entre os bruxos como "Era das Fogueiras". Mas os bruxos (e também os hereges e inocentes: doentes mentais, homossexuais, pessoas invejadas por poderosos, mulheres velhas e/ou solitárias) não pereciam só em fogueiras: eram também enforcados e esmagados sob pedras. Isso quando não pereciam nas torturas, as quais são tão cruéis e sádicas que não merecem nem ser mencionadas. A Inquisição tornou-se uma válvula de escape para as neuroses da época: em época de forte repressão sexual, condenavam-se mulheres jovens, que eram despidas em frente a um grupo de 'investigadores', tinham todo seu corpo revistado diversas vezes, à procura de uma suposta 'marca do diabo', e, por fim, eram açoitadas, marcadas a ferro e violentadas. Terminavam condenadas e executadas como bruxas. Seu crime: serem mulheres jovens, belas e invejadas. Anciãs que moravam sozinhas, geralmente em companhia de alguns animais, como gatos (daí a lenda da ligação dos gatos com as bruxas), eram alvo de desconfiança e logo declaradas 'feiticeiras', e, assim, assassinadas. 




 
A maioria das vítimas dos tribunais de Inquisição não eram verdadeiros praticantes da Arte, mas muitos bruxos pereceram na mão dos cristãos. Aproximadamente nove milhões de crimes como este foram cometidos durante a Inquisição, ironicamente em nome de uma religião que se dizia 'de amor'. Nunca uma religião demonstrou tanta necessidade de exterminar seus antagonistas como o cristianismo. A perseguição aos bruxos não resumiu-se apenas ao países católicos: espalhou-se pela Europa protestante. Os protestantes não se guiavam pelo Malleus Malleficarum, mas davam razão à sua paranóia através do uso de uma citação do Antigo Testamento: "não deixarás que nenhum bruxo viva". Na Era das Fogueiras, os praticantes da Antiga Religião adotaram o único comportamento que lhes possibilitaria a sobrevivência: "foram para o subterrâneo", ou seja, mantiveram o máximo de discrição e segredo possível. A sabedoria pagã só era passada por tradição oral, e somente entre membros da mesma família ou vizinhos da mesma aldeia. Como técnica de proteção, os próprios bruxos ajudaram a desacreditar sua imagem, sustentando que a Bruxaria não passava de lenda, ou disseminando idéias de bruxos como figuras cômicas e caricatas, dignas de pena e riso. Por volta do final do século XVII, a perseguição aos bruxos foi diminuindo gradativamente, estando virtualmente extinta no século XVIII. A Bruxaria parecia, finalmente, ter morrido. Mas os grupos de bruxos ("covens") resistiam, escondidos nas sombras. Algo que surgiu nos primórdios da humanidade não morreria assim tão facilmente. 

Texto retirado da Internet